Estava eu então em um período onde nada realmente poderia me acordar, nada e ninguém além de… E é exatamente aí onde está a ironia. De mim.
A falha no sistema é que tenho uma capacidade enorme de mascarar as coisas e ser feliz por cima de tudo. Quem diria? Eu, em depressão. Incrivelmente fascinada e ofegante, com um mundo cheio de esperanças, observando de cima, tudo, por dentro do meu casulo escuro. Eu estava sofrendo e nem sabia.
Veja bem, como pude ignorar todos os sinais que enviava à mim mesma todos os dias que se passaram até aqui? Vezenquando batia aquela súbita consciência e eu escrevia coisas como “who’s holding me back?”. Eu, eu mesma.

Três passos pra trás, sabe como é. Por segurança.
Todos meus planos se acabando pela metade, tudo aquilo que se diferenciasse do meu estado inerte era na hora, banido. A simples emoção de conclusão já me tirava do sério.
Nada forte por hoje, obrigada. Meu vazio foi facilmente confundido com calma, havia levantado o tapete e varrido a poeira pra baixo, com uma discrição imensa.

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