Mais um ano, 250 palavras.

Não sei se você consegue ver o quanto cresci nesses últimos anos que se passaram. Talvez eu pense isso como uma maneira de aliviar a falta que a tua presença faz, atribuindo uma certa consciência a ti só pra mascarar esse buraco que tu deixou em mim, na casa e na vizinhança. Cresci tanto que não me reconheço, não conheço mais muitas coisas em mim e queria te mostrar como aprendi a deixar as coisas que carrego se apresentarem pra mim, como eu uso essas frases que aprendi contigo pra esconder esses detalhes que ainda não entendi sobre as minhas mudanças, mas é assim não é? A gente se vira do avesso mas aprende a se entender.
Aprende muita coisa quando a vida nos pressiona e pede força e eu aprendi muito vivendo sem você, mas muito maior que o aprendizado que tu me deixou, foi a dor da tua partida, essa tua perda tão repentina e crua. Foi essa coisa de te segurar nos braços e no instante seguinte não te ter mais, te deixar cair. Te ver perder o brilho e sair devagarzinho da minha vida, quase que se rasgando pra fora de mim. Te esperar abrir a porta de casa no horário de sempre e me surpreender ao ver a noite cair e a casa permanecer em silêncio. Você pulou e levou um pedaço de mim e o resto que ficou convive com esse sentimento que quase, quase silencia mas não deixa me descansar.

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