Menti pra ti, ou pra mim, tanto faz. Mas falando a verdade menti porque não tenho certeza. Porque também não sei se quero ter certeza disso que te disse e nem sei se menti. Pra mim soou como uma mentira, daquelas que a gente conta pra proteger os outros sabe? E é esse o sentimento, o de proteger, o de mentir, de negar, de esconder, é isso que estou tentando evitar, tudo isso que vem crescendo e em susto eu nego, por não haver futuro, por não poder existir um futuro, não sei se estou certa em admitir, mas quero que as coisas conosco estejam todas limpas, entende? Que não haja nada que possa machucar ninguém, que todas as arestas sejam aparadas, para não ferir também. Por isso eu minto, porque se crescer algo que não tem futuro terei de machucar, terei que cortar friamente o que quer que seja, e não quero mais ferir. Quero que isso continue sendo bonito assim como esta, sem que haja a necessidade de se transformar em outra coisa, em algo que exija muito de nós dois, que somos quase um. Não é certo falar assim, usando ‘nós’ mas é quase inevitável. Ah meu deus, não quero te ferir, mas agora já não sei se estou falando de ti ou de mim.

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