Eu estou mantendo a janela aberta, permito que a brisa me preencha e que entre no quarto levando o cheiro de mofo embora. Não vou escrever nada em entre linhas, estou gostando dessa coisa aberta, a qual estou seriamente aderindo ao meu cotidiano, portanto vou falar com clareza.

Começando pelo mofo, porque não se pode prever quando o mofo irá chegar e impregnar suas paredes, não há aviso prévio, não há sinal algum. Mas é claro que se pode evitar o mofo, digo, não deixar-se mofar por dentro, não trancar a própria janela, não se permitir ser alguém úmido e sem ventilação. E é exatamente isso o que estou tentando vivenciar. Sobre essa janela, existem algumas coisas sobre ela que me assustam profundamente.
Como eu já disse, ela esta aberta, digamos um tanto quanto escancarada. E é sobre isso que é necessário falar, pois existem riscos, consequências que devem ser levadas em conta, há o perigo de perder-se ao deixar tudo sair.

Não há controle, neste momento estou aceitando essa condição de ser inconstante e de certa forma, achei um equilíbrio. Essa é a ordem natural das coisas. Não estou mascarando nada, já posso me desfazer sem medo, eu terei que aceitar, sem dramas e sem traumas. A coisa rola assim e eu to só seguindo o fluxo.

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