Abismos, buracos, etc e tal.

O único problema é que nenhum de nós percebera quando que nos deixamos cair nesse poço escuro chamado amor, nós não sabemos se um dia sairemos ilesos ou talvez mutilados desse poço, e por isso nós temos medo, medo de talvez não ter coragem pra ficar ou sei lá. Quem sabe, toda essa paixão e esse calor ajudem em nos manter aqui embaixo, juntos e agarrados.
Eu, ao menos, sempre soube o quão fundo seria esse poço, e mergulhei de cabeça, sem pensar duas vezes, afinal, lá embaixo tinha uma luz, uma daquelas que ilumina tanto que chega a cegar quem olha muito.
O poço me deixou cega, sem medo nenhum de me entregar, e valeu tanto a pena, me fez tão bem, pois a cada centímetro que eu caia e a velocidade aumentava, o vento da queda me fazia querer mais e mais, sem nunca chegar ao chão.
Confesso que ainda estou em queda constante, desejando de uma vez que a velocidade aumente e que eu possa me sentir mais livre a cada instante. Nós dois estamos caindo nesse poço, desajeitados, e mais felizes do que nunca.
A nossa queda faz crescer uma amizade doce e pura, e um amor que faz perder a noção do perigo, e por mais perigoso que tudo isso se torne pra nós dois, sempre vai valer a pena dar o primeiro passo diante do buraco e se entregar à queda.

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