tentando achar M. Suzana

Hoje quando acordei procurei lugares em que Suzana poderia estar, e inventei algumas viagens com a cara dela. Passei tempo demais procurado Suzana em algum lugar que ela não estava, como uma tentativa suicida de alivio, ou sei lá o que era isso que eu tentava desesperadamente conseguir como uma desculpa para parar de sentir tanta dor.
Suzana sumira, sumira totalmente, restaram algumas coisas de Suzana claro, mais do que posso contar nas duas mãos, e isso me inclui, eu, que sou uma parte de Suzana que continua viva, quem sabe mais parecida do que posso imaginar, mas isso tanto faz, a questão é que Suzana simplesmente não está, Suzana sumira do mundo, e por uma fração de segundos essa idéia de que Suzana sumira tornou-se totalmente inaceitável para mim, alias mais que inaceitável. Essa possibilidade de que Suzana não existia mais, que de algum modo não voltaria a tocá-la ou a vê-la, simplesmente me fazia desacreditar em toda esperança que pudesse crescer dentro de mim, isso me fazia pensar loucamente em uma forma de ter Suzana de novo. Venderia minha alma se fosse preciso, afinal ela de nada me serve sem Suzana aqui. Suzana era minha alma, ao menos uma grande parte dela.
Então, eu irei repetir, Suzana morreu, e eu freneticamente tento achar um lugar para Suzana, como desculpa de sua falta. Falando nisso Suzana não está viajando, não está na academia, e ela não ira entrar pela porta reclamando que eu não faço nada direito.

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